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Archive for julho \26\UTC 2011

Por Pilato Pereira – CPT / RS

 

Popularmente se diz que o 25 de Julho é o “Dia do Agricultor”, mas em muitos locais se diz “Dia do Colono” e ultimamente se recupera um sentido mais original para quem trabalha no campo e se diz que é o “Dia do Camponês”. Na verdade o “Dia do Agricultor” é 28 de Julho, data instituída a partir do centenário da criação do Ministério da Agricultura, em 1960, por decreto do presidente Juscelino Kubitschek. Já a data de 25 de Julho, como “Dia do Colono” é uma homenagem aos “colonos” estrangeiros que imigraram ao Brasil no final do século 19 início do século 20.

Mas, hoje, quando se fala em agricultor, colono ou camponês, já se sabe que se refere ao pequeno agricultor, o homem e a mulher que trabalham na agricultura familiar e camponesa. E quando se refere aos grandes, os latifundiários e ruralistas, eles gostam de serem chamados de “produtores rurais”. E a imprensa frisa muito bem esta terminologia. De fato eles produzem e muito. Produzem, em primeiro lugar, a fome e a miséria porque roubam a terra de quem dela precisa. Produzem riqueza para eles. Os grandes não cultivam a terra, simplesmente arrancam dela o lucro.

Enquanto o pequeno agricultor, o colono, o camponês cultiva a terra, semeando a boa semente para colher o pão de cada dia que alimenta sua família e nutre o Brasil, o dito produtor rural trabalha com dinheiro e na terra põe o transgênico e o veneno e colhe muito mais dinheiro. Você já viu um produtor rural produzir sem dinheiro? Ele usa dinheiro público para arrancar da terra mais riqueza para ele próprio. Mas o pequeno agricultor, que nem sempre tem recursos para cultivar a terra, trabalha na fé, na coragem e no amor.

Mas, a mulher e o homem que, com simplicidade, cultivam a terra, também são cultivados por ela e aprendem a lutar pela sua dignidade e pelo respeito a vida. Quando pessoas simples e humildes se levantam do chão como plantas que querem florir, é porque a terra cultivou seus corações e mentes e aprenderam na vida que é preciso lutar para viver. Por isso, nesta data, é preciso enaltecer mulheres e o homens que, cultivando a terra, aprendem a lutar.
25 de Julho deve ser um dia para celebrar e lutar, porque a vida do pequeno agricultor, colono ou camponês é marcada pela luta, mas com muita mistica e amor com a terra.

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MPA convida!


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A história de luta dos Companheiros Derli Casali e Isabel Maria foi resgatada na noite desta quinta-feira, 14, durante a Jornada Socialista do seminário de Formação Nacional do MPA.

Isabel e Derli faleceram em um trágico acidente ao retornarem de uma reunião da direção nacional do movimento, no dia 30 de abril do corrente ano. Ambos dedicaram grande parte de suas vidas à luta campesina em nome do MPA e despediram-se cumprindo sua tarefa histórica. Por isso, durante a jornada socialista eles foram homenageados e saudados em coro pelos seus companheiros.

Derli, Presente! Presente! Presente!

Isabel, Presente! Presente!Presente!

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Ademar Bogo

Teve início ontem(14) no Distrito Federal o Seminário de Formação Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores. A abertura do seminário contou com a participação de Ademar Bogo, que contribuiu com o debate sobre a conjuntura social, política e econômica do país.

Segundo Bogo, após uma série de mudanças estruturais na base produtiva da sociedade o capitalismo se volta para o campo e vai buscar na agricultura uma maneira mais consistente de retirar o capital da crise. Esse seria, portanto, “um momento perigoso que necessita de uma intervenção séria e profunda para reverter esse movimento criado pelo capital”

“O capitalismo está indo buscar nos países mais pobres as reservas naturais que sobraram para a ampliação da produção capitalista. Nós sabemos que o capitalismo estruturalmente está em crise, mas nos países do terceiro mundo nós temos um potencial enorme de reservas naturais que vão servir para o capital tomar esse território, tomar esse potencial para produzir novas mercadorias, e são essas mercadorias que farão com que se renove o processo de crescimento e dominação do capital. E o capitalismo precisa do território, ele precisa do espaço, portanto ele vai se apropriar da natureza para transformá-la”.

Bogo ressalta que essas mudanças afetam drasticamente o campesinato e, diante do contexto apresentado, questiona: “Qual é, então, o papel dos movimentos sociais camponeses?”

Embora a resposta para tal pergunta esteja em permanente formulação, Bogo faz alguns apontamentos para reflexão.

“Não vamos achar que o capital vai parar de crescer só porque temos valores humanitários. As forças em movimento só param com forças em movimento. Precisamos construir uma articulação para que as massas se incorporem ao nosso projeto e não ao projeto do capital, temos que criar uma contra-hegemonia”. Para tanto, Bogo destaca a necessidade de fortalecer a militância, ganhar o apoio das massas e retomar os conceitos de desobediência civil, insurreição e atualização organizativa.

Por fim, Bogo ressalta a centralidade do campo nesse processo de disputa. “O nosso espaço de luta é o campo, portanto, o nosso território e o campo. É no campo o lugar em que nossas forças então centradas”.

O seminário de formação do MPA reúne cerca de 120camponeses de toda as regiões do país, e acontece até o dia 17.

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