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Archive for dezembro \01\UTC 2010

Atualmente a irrigação é umas das maiores dificuldades do pequeno agricultor, correspondendo a cerca de 40% dos investimentos em produção. As tecnologias de irrigação disponíveis no mercado são caras e não atendem a diversidade da produção campesina. Por isso, o MPA tem implementado um novo método de irrigação para as áreas de cultivo das famílias camponesas, a microaspersão.

A técnica é simples, e vem sendo utilizada como resposta aos modelos de irrigação do agronegócio. Uma bomba elétrica joga a água de uma fonte para uma linha de tubos (linha mestre) em torno da lavoura. Da linha mestre a água é distribuída pela área de cultivo por pequenas mangueiras ou tubos, e borrifada sobre a produção através de  pequenos aspersores. O modelo de microaspersão tem um custo de instalação até 50% mais barato que os modelos convencionais de irrigação, além de ter um gasto mínimo com água e energia elétrica, contribuindo também para a sustentabilidade no campo.

As fotos mostram a irrigação de microaspersão montada em uma área de café conilon na propriedade da família Corrêa, localizada no Córrego da Onça, município de Águia Branca. Ao todo, existem cerca de 15 experiências de irrigação com microaspersão sendo desenvolvidas nas propriedades das famílias do MPA no ES.

O modelo se adapta bem à produção camponesa, caracterizada pela diversificação e cultivo em pequenas áreas. A microaspersão causa impactos mínimos no solo, evitando a erosão e a perda de água, pois age como uma irrigação localizada com capacidade de aspersão, podendo regar uma série de culturas. De acordo com Bruno Pilon, da coordenação do MPA, “os modelos convencionais de irrigação não atendem ao modo de produzir do campesinato. Além de terem um custo altíssimo para a instalação dos equipamentos, requerem grande infraestrutura e promovem muito desperdício de água. Com a utilização da microaspersão os gastos com irrigação diminuem consideravelmente e o modelo é facilmente adaptável ao tipo de produção e terreno de cada agricultor”.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), desde a década de 60 –auge da revolução verde— até os dias atuais,  45 milhões de hectares de terra perderam seu perfil produtivo em função, principalmente, do mau uso da irrigação.

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