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Archive for setembro \20\UTC 2010

Na última sexta-feira (17), cerca de mil pessoas compareceram à solenidade que marcou mais uma grande conquista do MPA. 281 moradias camponesas foram entregues e, um novo contrato garantindo a construção de mais 500 casas na zona rural do estado foi assinado. O evento aconteceu na cidade de São Gabriel da Palha e contou com a presença do governador do estado, Paulo Hartung, da presidente nacional da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, do secretário de estado de agricultura, Enio Bergoli, além de prefeitos de diversos municípios do estado.

Cerca de mil camponeses acompanharam a solenidade

Em ato simbólico, o governador Paulo Hartung e a presidente da Caixa entregaram as chaves da casa nova ao casal Rubens e Simone Darós, e depois visitaram a propriedade da família, inaugurando a nova moradia.

Mario Lúcio Cordeiro, integrante da coordenação do MPA e presidente da Associação dos Pequenos Agricultores do Espírito Santo (APAGEES), falou sobre a qualidade de vida no campo e sobre a importância da moradia: “O MPA vem debatendo em todo o Brasil a função social do campo, que é produzir comida de qualidade e reproduzir a vida, e para nós, a moradia é o espaço onde se reproduz a vida. Ter qualidade de vida é ter moradia, garantia de preço justo da sua produção, diversificação e consciência ambiental, tudo isso de maneira integrada. Mário elogiou ainda a parceria com o governo federal e estadual para a realização do projeto, e destacou o papel das famílias camponesas, que entram com a contrapartida da mão de obra, para garantir a qualidade na execução do mesmo.

Mário assina em nome da APAGEES o contrato para construção das novas 500 moradias

Com o novo contrato, serão mais de 1.500 casas construídas pelo MPA no Espírito Santo até o próximo ano, um número que representa uma grande transformação na vida das famílias beneficiadas. “A habitação é também uma questão de auto-estima das famílias camponesas, elas passam a ter orgulho de viver em suas casas e receber pessoas. Isso eleva a esperança das famílias de caminhar, enfrentar e superar as dificuldades”, disse Sérgio Conti, que representou a Direção Nacional do MPA. Conti destacou o processo de luta que garantiu a conquista das moradias camponesas e, de forma descontraída, aproveitou a oportunidade para cobrar os compromissos assumidos pelo Governador Paulo Hartung com o movimento, como a  construção do mercado popular, a micro usina de energia e a doação das mudas de árvores nativas para reflorestamentos das pequenas propriedades rurais. “Não queríamos que o senhor saísse do governo com essa dívida com a gente”, concluiu, se referindo ao final do mandato do governador.

Sérgio Conti, ao lado da Prefeita de São gabriel da Palha, do Governado Paulo Hartung e Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa.

Já à Presidente da Caixa, Sérgio pediu que levasse para reflexão do governo a problemática dos registros de posse de terra para participação no programa, a necessidade de aumentar o valor do subsídio e também de rever a diferenciação feita entre os municípios com população maior e menor que 20 mil habitantes. Atualmente, o valor do subsídio pode chegar a 23 mil reais. Desse total,  8 mil são garantidos pelo Governo do Estado, e o restante pelo Governo Federal, sendo destinados 12 mil reais para famílias que residem em municípios com menos de 20 mil habitantes, e 15 mil para famílias dos muncípios com mais de 20 mil habitantes. Para Sérgio, o subsídio diferenciado é um erro e não se justifica, já que quanto menor o muncípio, maiores as dificuldades encontradas pelas famílias.

Maria Fernanda falou sobre os projetos, investimentos  e ações do Governo  Lula e anunciou que até o mês de dezembro a Caixa deve cumprir a meta de construção de 1 milhão de moradias. “Para os próximos 4 anos, essa meta deve deve aumentar para 2 milhões”, complementou. Maria Fernanda se comprometeu também em levar as questões levandadas como reivindicação dos movimento sociais.

maria Fernanda Coelho, Presidente da caixa Econômica Federal

O Governados Paulo Hartung encerrou a tarde de discursos afirmando que esta é “a parceria mais bem montada do país”. É preciso construir as parcerias necessárias, as pontes para tirar esse país do atraso social e continuar tornando esse país um país diferente, um país com oportunidade para todos.Parabéns a vocês que se organizaram, que foram à luta e negociaram. Hoje temos aqui a  pareceria mais bem montada do país” concluiu.

Paulo Hartung, governador do Espírito Santo

Paulo Hartung fala sobre os investimentos do governo no programa de habitação rural

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Nessa sexta-feia (17) às 14 horas, na cidade de São Gabriel da Palha, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) realizará a solenidade de inauguração de 281 moradias camponesas construídas na zona rural do estado e a assinatura de um novo contrato para construção de mais 500 moradias, por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. O evento acontecerá no Centro de Eventos da Praça Aurélio Bastianelo e contará com a presença do Governador do Estado, Paulo Hartung, do Secretário de Estado de Agricultura, Enio Bergoli, e da Presidente Nacional da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Em 5 anos, o Movimento dos Pequenos Agricultores já garantiu a construção de mais de mil moradias camponesas, distribuídas em mais de 30 municípios do estado. Com a assinatura do novo contrato, mais 500 famílias serão atendidas, e a construção das casas deve começar ainda este ano. As famílias beneficiadas pelo projeto receberão subsídio de até 23 mil reais para aquisição do material de construção das unidades habitacionais, sendo responsáveis pelo custeio da mão de obra. Do valor total do subsídio, 8 mil serão garantidos pelo Governo do Estado, e o restante pelo Governo Federal, sendo destinados 12 mil reais para famílias que residem em municípios com menos de 20 mil habitantes, e 15 mil para famílias dos muncípios com mais de 20 mil habitantes.

Veja abaixo algumas das casas construídas pelo programa de moradia:

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Quase 200 anos depois da proclamação da independência do Brasil, o quadro de desigualdade social do país não é muito diferente que o do Brasil colônia. Por isso, na manhã deste dia 7 de setembro, mais de 5 mil pessoas de diversas organizações sociais ocuparam as ruas de Vitória gritando por justiça social e por um projeto popular para o Brasil, na 16º edição do Grito dos Excluídos.

Com o tema “onde estão nossos direitos?”, o Grito levou para as ruas o debate sobre o limite da propriedade de terras no Brasil, o extermínio da juventude e sobre a situação carcerária no Espírito Santo. Dividido em alas temáticas, representantes das pastorais sociais, escolas, movimentos campesinos, sindicatos e organizações populares saíram em marcha do Sambão do Povo em direção ao Palácio Anchieta.

O MPA participou da marcha e, junto com a Via Campesina, denunciou o alto índice de concentração de terras no país, que ocupa o 2º lugar no ranking mundial de concentração fundiária. Na oportunidade, Leomar Honorato Lírio, da direção do MPA, falou sobre a exploração do agronegócio e sobre importância da reforma agrária para a conquista da soberania alimentar no país. “É preciso acabar com esse modelo que explora o povo, empobrece o campo e destrói o meio ambiente. Enquanto o agronegócio gera menos de 2 empregos a cada 100ha, a gricultura camponesa gera 15. São as famílias camponesas que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, por isso, limitar o tamanho das propriedades significa mais do que dar terra às famílias sem terra, significa garantir produção de comida para o povo brasileiro e a soberania alimentar do país”, afirmou Leomar .

O Grito denunciou também a gravidade da situação carcerária no Espírito Santo e a constante violação dos direitos humanos nos presídios capixabas, bem como o extermínio sistêmico da juventude, em especial da juventude negra. Na chegada ao Palácio Anchieta, os manifestantes abriram uma faixa em torno da sede do governo com os nomes dos jovens capixabas assassinados nos últimos anos.

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