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Archive for outubro \28\UTC 2009

Moradia camponesaAgora, as moradias camponesas construídas pelo MPA terão um total de 23 mil reais para o seu custeio. O valor é resultado do decreto publicado pelo Governo Federal que eleva para 15 mil reais o subsídio Federal, e da contrapartida do governo estadual de 8 mil reais, garantida pelo MPA em agosto desete ano. Somados, os recursos federais e estaduais garantem 23 mil reais para a construção das próximas moradias camponesas.
Com o decreto 6962-09, publicado no dia 17 de outubro, os recursos do Governo Federal que antes eram de 10 mil reais, passam a ser de 15 mil por unidade habitacional. A conquista é   ainda maior com a inclusão de recursos estaduais no programa de moradia.   No dia 26 de agosto, em São gabriel da Palha,  o MPA assinou um protocolo de intenções junto ao governo do estado e a Caixa Econômica Federal que garante 8 mil reais como contrapartida estadual para a construção de 500 moradias camponesas. A assinatura do protocolo marca mais uma vitória da jornada de lutas do MPA.
O documento foi assinado pelo vice-governador do estado, Ricardo Ferraço, pelo superintendente da Caixa Econômica Fede-ral, Antonio Carlos Ferreira, e por dirigentes do MPA.
O projeto “Viver no campo” já garantiu a construção de 953 moradias, e a construção de outras 81 já está em andamento, somando 1034 casas camponesas em 5 anos. As 500 casas que serão construídas até o próximo ano atenderão a 30 municípios distribuídos em todo o estado do Espírito Santo.
Já estão sendo feitos diversos estudos para a distribuição das casas. Estamos visitando   os locais  onde serão construídas as  moradias, conversando, orientando as  famílias que serão beneficiadas e organizando a documentação necessária. O total de 23 mil reais serão destinados para o custeio dos materiais de construção das moradias, mas o MPA está estudando também a possibilidade de parte desse recurso ser usado para cobrir as despesas com a mão-de-obra que as famílias terão na construção da casa.
Com a construção das moradias, o MPA também está crescendo para novos municípios, como Itaguaçú, onde serão construídas 16 casas. As famílias beneficiadas estão animadas com a chegada do recurso, e ainda mais  motivadas para  trabalhar na  diversificação, na produção de  alimentos saudáveis, se sentindo valorizadas e motivadas com a  dignidade adquirida  com nova moradia.

Confira as fotos de algumas moradias construídas pelo MPA, e da assinatura do protocoloco de intenções assinado pelo governo.

 

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A distribuição de alimentos fez parte das manifestações do “Dia internacional de luta contra as transnacionais e em defesa da soberania alimentar”

Cerca de 100 famílias receberam as cestas com alimentos

Cerca de 100 famílias receberam as cestas com alimentos

O Movimento dos Pequenos Agricultores realizou nesta sexta-feira, dia 16, às 10 horas, um ato público com a doação de mais de 1 tonelada de alimentos para famílias de comunidades populares de Vitória.  O Ato fez parte das atividades do dia internacional de luta contra as transnacionais e em defesa dos alimentos saudáveis e da soberania alimentar, que aconteceram nacionalmente ao longo desta sexta-feira.

O ato teve início na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, de onde cerca de 400 camponeses e trabalhadores urbanos saíram em Marcha até a Praça Misael Pena, Próximo ao Parque Moscoso, onde aconteceu o encerramento da atividade com a doação dos alimentos.

50 famílias foram cadastradas para receberem as cestas preparadas com frutas, grãos e legumes diversos, mas as doações superaram as expectativas, e cerca de 100 famílias puderam ser beneficiadas.

Para o morador do morro do Moscoso, Rogério Silva, que recebeu uma das cestas de alimentos, o ato foi muito gratificante. “É uma coisa muito bonita o que está acontecendo aqui hoje, por que o preço dos alimentos para o povo que é trabalhador, que ganha salário mínimo, é muito alto,  é absurdo. E eles também estão demonstrando a importância de trabalhar com produtos orgânicos, que isso é fundamental pra saúde da população”, disse Rogério.

Renê Rocha, outro morador da comunidade que recebeu os alimentos, também destaca a importância da produção agroecológica para a saúde: “a principal importância desses alimentos é para a saúde, por que sabemos que são produtos orgânicos e que trazem benefícios para a saúde da população. Renê, que trabalha como vigilante, fala também sobre a necessidade de produzir comida para o povo: “acho que deveria ter uma forma mais justa de distribuição dos alimentos para o povo. Os produtos do mercado, além de serem caros contém agrotóxicos” conclui.

Várias manisfestações puxadas pela Via Campesina marcaram esse dia de luta nacionalmente. Em Vitória, diversos grupos e entidades urbanas estavam representados, como sindicatos, movimentos populares, mandatos parlamentares, organizações não governamentais e entidades estudantis, fortalecendo ainda mais a luta entre o campo e a cidade.

Para o MPA, lutar por soberania alimentar significa lutar por direitos e pela dignidade do povo.  Atualmente, existem milhares de pessoas em situação de insegurança alimentar em todo o mundo, e o eixo central da proposta do MPA é a produção de comida limpa, com preço justo,  que atenda às demandas do povo do campo e da cidade. Enquanto o agronegócio concentra as terras produtivas do país com monocultivos destinados à exportação, expulsa os trabalhadores do campo e agride o meio ambiente, a agricultura camponesa produz mais de 70% dos alimentos consumidos na mesa do povo brasileiro, preservando o meio ambiente e a cultura camponesa.

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16 de Outubro é o dia internacional de luta contra as transnacionais e em defesa dos alimentos saudáveis e da soberania alimentar. Por isso, nós, do Movimento dos Pequenos Agricultores, convidamos a todos para ocuparem as ruas de Vitória nesta sexta-feira.

Para marcar esse dia de luta, o MPA irá entregar mais de 1 tonelada de alimentos para entidades sociais e famílias de comunidades populares da Grande Vitória. Esse ato representa o fortalecimento da luta e da união entre os trabalhadores do campo e da cidade, e reafirma a necessidade da produção de alimentos para o povo.

O ato terá início na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, de onde cerca de 500 camponeses sairão em Marcha até a Praça Misael Pena, próximo ao Parque Moscoso, onde acontecerá o encerramento da atividade com a doação dos alimentos.

Atualmente, quase 15% da população mundial passa fome. São aproximadamente 1 bilhão de pessoas em situação de insegurança alimentar em todo o mundo. O Movimento dos Pequenos Agricultores tem como essência de sua proposta a produção de alimento, e vem debatendo e consolidando formas de produção e comercialização de alimentos saudáveis para toda a população. É a agricultura camponesa que produz mais de 70% dos alimentos consumidos pelo povo brasileiro, enquanto o agronegócio produz apenas cana, soja, e eucalipto para exportação.

Lutar por soberania alimentar significa dizer “não” ao agronegócio, que é hoje o grande responsável pela expulsão das famílias do campo, pela destruição do meio ambiente, e pela perda de nossa soberania genética. Enquanto o agronegócio controla a maior parte das terras produtivas do país, a população brasileira sofre com o alto preço dos alimentos. De janeiro de 2006 a abril de 2008, o preço do feijão subiu 125%.   Por isso, quando lutamos por soberania alimentar estamos lutando por um direito do povo.

Para o MPA, a produção de comida deve ser limpa, livre de venenos e agrotóxicos, uma produção agroecológica. O Espírito Santo é o terceiro estado do país na aplicação de agrotóxicos em valores absolutos. Em 2001, o número de casos registrados de intoxicação relacionados ao uso de pesticidas chegou a 475, sendo considerada a segunda maior causa de intoxicação do estado. Por isso, o eixo central de nossa luta é a produção de alimento saudável, que atenda as necessidades do povo do campo e da cidade. Participe dessa luta!

Sexta-feira (16/10), 09:30h

Concentração: Praça Costa Pereira

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